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Sensualista

Defensora do deleite. Crente no prazer do toque da pele. Nos mapas dos corpos por Descobrir.

Sensualista

Defensora do deleite. Crente no prazer do toque da pele. Nos mapas dos corpos por Descobrir.

olhares

por sensualista, em 19.09.14

Sabes o que vejo quando te olho?

Vejo muito para além daquela camada de pele que nos cobre o corpo.

Os músculos, a gordura e os ossos.

Vejo-te assim e assim me tens!

Desprovida de todas as máscaras que crio no dia-a-dia.

Sou um ser frágil que espera a tua aceitação.

Mas gostar é mais que tirar a roupa.

É ouvir o doce embalar da tua voz.

Ou tocares a ponta do meu nariz naquele momento em que me falas com o silêncio.

Tudo conta quando nada interessa.

O conjunto é indissociável das partes e as partes só são notadas no todo.

É uma realidade tão exposta quanto aquilo que somos. Nós sob a luz que nos ilumina todos os defeitos.

Os sinais e as cicatrizes. Os cabelos em desalinho.

É mostrar o corpo, a alma, mostrar tudo. Gestos desprovidos de qualquer sensualidade provocada.

Abrir a porta de uma intimidade imaterial e não esconder nada.

Porque gostar não se consegue com camadas entre a pele de quem se gosta.

Porque gostar é partilhar o toque, e o toque é calor, e o calor é paixão, e a paixão é tesão, e a tesão é nua.

E o que vejo quando te olho é que gosto de ti!

noites perdidas

por sensualista, em 19.09.14

loucura dos sentidos

por sensualista, em 14.09.14

As tuas palavras estão a tornar-se cada vez mais acutilantes, duras. Cada vez que entro no nosso universo sinto o teu sabor, sinto as gotas de prazer que deixas escorrem por mim, tornam-se minhas, tuas, nossas, lembras-te?

Porque deixas o teu silencio ser ensurdecedor, ele grita a todos os meus sentidos, os meus, os nossos.

As palavras que trocámos não foram honestas o suficiente para ti? Lembras-te de tudo o que escreves-te no meu corpo, de todos os paladares que te satisfizeram como nunca?

A vida continua, por muito triste que possa parecer.

Começo a perder a memória de ti, da pessoa que amo, que amei. Agora estou diferente. Aquilo que fomos está cada vez mais distante, como se fugisse para desaparecer no nevoeiro sobre as brumas.

A tua imagem está a desvanecer-se, graças ao teu silencio. Cansas-me. Tento arrancar de mim esta obsessão. Começo por tentar arranjar defeitos que não tens, porque estás longe, porque te afastas, não consigo. Continuas demasiado vivo no meu corpo. Lembras-te? O único sitio onde consegues ser livre? 

Posso ser a responsável pela tua decisão, por este silêncio, mas sabes que nada foi dito com convicção, nada. Lembras-te?

Foste tu quem se calou. És tu que rapidamente substituis a vida que só o meu corpo te dá, dava.

Não olhas para trás, e eu estou lá ao fundo, estava.

A mágoa dói.

Silêncio.

se eu te disser.....

por sensualista, em 08.09.14

desejo

por sensualista, em 06.09.14

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